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Alvarenga Peixoto
Nascido no Rio de Janeiro, Inácio José de Alvarenga Peixoto estudou com os jesuítas, provavelmente em Braga, Portugal. Em 1760, ingressou na Universidade de Coimbra, onde se formou, com louvor, em 1768. Ocupou o cargo de Juiz de Fora da vila de Sintra e, em 1775, foi nomeado ouvidor de Rio das Mortes (MG). Em 1781, casou-se com Bárbara Eliodora, também poeta. Deixando a magistratura, permaneceu em Minas Gerais, ocupando-se da lavoura e da mineração. em companhia de seu parente Tomás Antônio Gonzaga, foi implicado na Inconfidência Mineira e conduzido ao presídio da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. Chegou a ter a sentença de morte declarada, mas sua pena foi comutada para o degredo em Angola, onde morreu, no presídio de Ambaca. Sua obra, diminuta, foi recolhida por Rodrigues Lapa e apresenta alguns dos sonetos mais bem acabados do Arcadismo brasileiro.
Fonte: Clássicos da Poesia Brasileira, ed. Melhoramentos.
Contribuição de: Douglas Pereira
SONETOS
SONETO 1:
Entro pelo Uraguai: vejo a cultura
Das novas terras por engenho claro;
Mas chego ao Templo...
SONETO 2:
A Maria Ifigênia
Em 1786, quando completava sete anos.
Amada filha, é já chega...
SONETO 3:
Ao mundo esconde o Sol seus resplendores,
e a mão da Noite embrulha os horizontes;
não can...
SONETO 4:
De açucenas e rosas misturadas
não se adornam as vossas faces belas,
nem as formosas tranç...
SONETO 5:
Eu vi a linda Jônia e, namorado,
fiz logo voto eterno de querê-la;
mas vi depois a Nise, e...
SONETO 6:
Eu não lastimo o próximo perigo,
Uma escura prisão, estreita e forte;
Lastimo os caros fil...
SONETO 7:
Não me aflige do potro a viva quina;
Da férrea maça o golpe não me ofende;
Sobre as chamas...