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Última quimera

Quando não te restar mais esperança
Na existência ao fracasso reduzida;
For a crença miragem indefinida
Que a visão embaçada não alcança;

Quando anêmico, na luta que te cansa,
Consumido tombares na partida,
Como última quimera, enternecida,
Teu olhar para os céus, vencido, lança;

Diz a Ele, na prece derradeira,
Que na vida, perdido em descaminhos,
Procurando um espaço a ti negado ...

Pela sorte adversa e traiçoeira,
Palmilhando cruel senda de espinhos,
Tu morreste também crucificado!

josé riomar melo

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Soneto de Jose Riomar de Melo

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