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Força estranha

Tento ligar-te mas o dedo hesita,
Algo me incita a desistir do ato!
E a renúncia, tornando-se um fato,
Esse propósito impossibilita;

Não é a mágoa de uma contradita,
Ressentimento de algum desacato,
Justificando o natural recato,
Que o meu gesto espontâneo evita;

É uma força que de mim se apossa!
Qual predador que sua presa acossa,
O silêncio me impõe como castigo...

Talvez eu sinta sua identidade
Nesse farrapo de dignidade
Que com certeza vai morrer comigo!

josé riomar de melo

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Soneto de Jose Riomar de Melo

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