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Nunca mais...

E assim se passaram tantos anos...
O riacho... a pastagem...os animais...
Nossos humildes e singelos planos,
Nunca mais o teu vulto... Nunca mais...

Nosso aconchego debaixo dos panos,
Na mútua entrega de dois imorais,
Doces promessas... ilusões... enganos...
Arrastados do tempo aos vendavais...

O pé de milho com a loira boneca,
Onde o feijão se enroscava sapeca
No terno abraço destes vegetais...

O rio cheio... Murmúrio das águas...
Sorrisos francos, inocentes mágoas,
Luar de prata sobre carnaubais...

jose riomar de melo

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