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Caçada

Ela corria pela várzea afora,
Num fogo louco, em veloz disparada,
E eu fogoso encetava a caçada
Querendo logo alcançar, sem demora;

De possui-la já não vendo a hora,
Ter nos meus braços a fera domada
Que lá na relva passiva, cansada,
Já se deitava me esperando agora;

No chão de folhas, sob o marmeleiro,
Impregnava no ambiente o cheiro
De um sexo puro, incontido, vadio...

Se alguém nos visse pela pradaria
Nenhuma dúvida sobre nós teria,
Eram dois potros a brincar, no cio...

jose riomar de melo

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