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Pingo de gente

Nas raras vezes que vou a cidade,
Para tratar de algum assunto urgente,
Faço apressado pois, com brevidade,
Devo cuidar da esposa doente;

Ao ausentar-me, com tranquilidade,
Rogo contrito na prece silente,
A Virgem Santa, de Paz e Bondade,
A assistência para um lar carente;

Enquanto o ônibus desliza na pista,
Casas e prédios a perder de vista
Observo na volta, e vou pensando...

Desse universo de terra e cimento
Num recanto qualquer, nesse momento,
Tem um pingo de gente me esperando!

josé riomar de melo

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