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Monólogo

Tenho saudade dos meus oito anos,
Da minha infância entre carnaubais;
De uma Ribeira que não verei mais,
Dos meus humildes e singelos planos;

Curvado ao peso dos meus desenganos,
Essa lembrança me alivia os ais,
O riacho... a pastagem... os animais...
Doces promessas... ilusões... enganos;

Tenho saudade do quintal... do rio...
Do aconchego do meu velho tio,
Do azul desse céu da minha terra...

Das minhas tias... do cuscuz amigo...
Primeiro berço... meu primeiro abrigo,
Minhas quebradas e grotões de serra!

josé riomar de melo

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