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Sequela banal

Da nossa intempestiva relação
Que alguns meses supriu nossa carência,
Preencheu breve espaço da existência
No delírio fugaz de uma paixão!

Tem razões, já disseram, o coração
Que a própria razão não tem ciência;
De pudores mantendo abstinência
Tu fazias do sexo diversão!

Do chopinho voraz no Minuano
Onde tu, mariposa inconsequente,
A bailar nas alcovas da cidade...

Me prostravas em êxtase profano!
Não restou disso tudo, infelizmente,
A sequela banal de uma saudade!

josé riomar de melo

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