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A rosa

Na roseira silvestre lá do prado
Formosa e altiva ela sobressaía!
E sempre quando o dia amanhecia
Eu namorava essa flor extasiado!

Talvez tivesse a cor do pecado
Essa rainha que, com fidalguia,
Reverência das súditas acolhia
No sublime fulgor de seu reinado!

Parece que escuto seus queixumes!
Pois o vento, levado por ciúmes,
Escolheu para a flor outro recanto...

Hoje resta no prado uma esperança,
Porque ela deixou, como lembrança,
Seu suave perfume em cada canto!

josé riomar de melo

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