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Num recanto

Num recanto qualquer da longa estrada
Onde hoje a esperança é fugidia,
E os sonhos se perdem em demasia,
Onde a vida parece um não-ser-nada;

Onde cada promessa é uma ´piada,
Onde cada ideal é uma utopia,
Onde paz de espirito outrora havia,
Onde triste se faz a madrugada;

Pois é esse recanto de que falo,
Que lembrar não me causa mais embalo,
Onde hoje o cenário é muito triste...

Não tão exuberante como outrora,
Que me faz maldizê-lo triste agora:
-Maldito pelas quengas que pariste!

jose riomar de melo

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