Vou falar e não existem segredos,
Umas dicas te dar, sem embaraço,
Ao compor um soneto, seu compasso
Tu procuras manter sem arremedos;
Para que tu não sofras nos degredos,
Já que a rima tu segues passo a passo,
No compasso tu fazes o que eu faço,
Vai contando as silabas com teus dedos;
Sabes bem que existem dois quartetos,
Onde a rima se troca nos sonetos,
A primeira com a última já rimou...
Dois tercetos terminam a empreitada,
Eu confesso a você não sei de nada,
Mas te ensino o que a vida me ensinou!