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Não sei a quem

Foi um ano de juras e promessas,
De recados, e-mails e afins,
Como os e-mails justificam os fins,
Eu fui da relação juntando as peças;

E assim, devagarinho, sem ter pressas,
Amei aquela moça dos confins,
Sem nunca perceber que coisas ruins
Viessem arrefecer nossas compressas;

Amei-a sem jamais ter conhecido,
Por julgar-me também desconhecido,
Ela traiu-me com um outro alguém...

E eu, que não sabia a quem amava,
Ao saber tudo que ela me aprontava,
Hoje a odeio, sem saber a quem...

jose riomar de melo

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