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Porvir risonho

Minha vingança, que certa há de vir,
Pelas traições e pelas falcatruas,
É que consigas nas ambições tuas
Só o remorso a te consumir;

Que do direito de voltar e ir
Uses e abuses nos guetos, nas ruas,
Em parceria com as seminuas
Nesse risonho e lindo porvir;

Que as companheiras da tua desgraça
Que cedem o corpo a qualquer cachaça,
Riam e debochem dos transtornos teus...

Que qual um trapo que não vale nada
Nos braços frios de uma madrugada
A morte implores, por descanso, a Deus...

jose riomar de melo

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