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Sem retorno

No versinho inocente onde a malícia
Só percebe o bom observador,
Na poética sem rima, sem calor,
Ele tenta mandar sua notícia;

Na mensagem de paz que é fictícia,
Ele fala num transe desse amor
Do qual hoje tornou-se portador,
Na linguagem sutil de uma caricia;

Aí vai ao perfil de Janayna
Enviando o poema na surdina,
Todavia não tem nenhum retorno...

Ele então, com a mágoa do poeta,
Usa aquela tal tecla que deleta,
Faz ali do versinho seu estorno...

jose riomar de melo

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