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A flor

As flores da varanda, uma por uma,
Os seus jarros vazios vão deixando,
Como luzes que fossem se apagando
Num cenário que o Tempo desarruma;

No avarandado, sem beleza alguma,
Só existe uma flor que vai ficando,
Floresce sempre sem, de vez em quando,
Nós a regarmos de forma nenhuma;

Ela transpira uma melancolia,
Bonita, triste, sedutora e fria,
E ontem, só por curiosidade...

Eu quis saber qual era o nome dela,
Mas quando soube solucei com ela,
Pois me falaram:- seu nome é saudade!

jose riomar de melo

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