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Meu velho Amarante (4)

Meu verso fala de tais nostalgias,
Quando a saudade se senta comigo,
Relembro agora do meu velho amigo,
Esse que foi o autor dos meus dias;

Quantos discursos pelas tardes frias,
Na ânsia louca que estava contigo,
Pois na Palavra buscavas abrigo,
Naquelas prédicas que tão bem fazias;

Era criança e com a mana escutava
Com o peito ardente quando tu berrava
Contra o cinismo dos pobres mortais...

Mas hoje, velho, no nosso presente,
Contaminou-se toda aquela gente,
Meu São Gonçalo já não presta mais...

jose riomar de melo

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Soneto de Jose Riomar de Melo

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