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Bonança

Depois daquele dia em que saiste
Buscando num motel teu paradeiro,
Nos braços sujos de um caçambeiro,
O meu verso sentido é sempre triste!

Esta mágoa constante que me assiste,
O rancor que hoje em dia é meu parceiro,
Dia e noite a seguir-me, o tempo inteiro,
Alimenta a revolta que persiste!

São mil versos,mil gritos de aflição,
Como cego a clamar na escuridão,
Na visão que pouquinho ou nada alcança...

Ao sentir do teu ato a crueldade,
Percebi que depois da tempestade
Para mim nunca chega a tal bonança...

jose riomar de melo

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Soneto de Jose Riomar de Melo

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