Depois daquele dia em que saiste
Buscando num motel teu paradeiro,
Nos braços sujos de um caçambeiro,
O meu verso sentido é sempre triste!
Esta mágoa constante que me assiste,
O rancor que hoje em dia é meu parceiro,
Dia e noite a seguir-me, o tempo inteiro,
Alimenta a revolta que persiste!
São mil versos,mil gritos de aflição,
Como cego a clamar na escuridão,
Na visão que pouquinho ou nada alcança...
Ao sentir do teu ato a crueldade,
Percebi que depois da tempestade
Para mim nunca chega a tal bonança...