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Meu nome

Escuta, eu sou aquele que de noite
Num colóquio contigo à madrugada,
Vem cobrar de você certa mancada,
Com o rigor do estalo de um açoite!

Sou aquele que sempre,num pernoite,
Sem dormires te aponto uma alvorada,
Ao lembrar-te a traição arquitetada,
Sem que a me retrucar você se afoite!

Sou aquele que aponta o travesseiro
Como triste e precário companheiro,
A escutar o chorar do teu lamento...

Vou dizer-te meu nome,não reclame,
De remorso talvez alguém me chame,
Mas o meu nome é arrependimento...

jose riomar de melo

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Soneto de Jose Riomar de Melo

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