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Adeus, meu São Gonçalo

Adeus, meu São Gonçalo do Amarante,
Nunca mais os meus pés hão de pisar
Dessa tua Matriz o patamar,
Se despede de ti o itinerante!

Nunca mais o sublime,mágico instante
Lá no teu calçadão a caminhar,
Os meus olhos irão se deslumbrar
Com a Prejuba querida e tão distante!

Os amigos queridos de outras eras,
A lembrança de antigas primaveras,
O prazer de rever as avenidas...

Disso tudo a esperança vai ficar
De um dia qualquer a ti voltar
Com certeza, quem sabe, noutras vidas...

jose riomar de melo

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