É nestas horas que a saudade aborta,
Que tristonho no quarto,à nossa cama,
Tenho nítida impressão que alguém me chama,
E esse alguém vai transpor a nossa porta;
A esperança, que as vezes me conforta,
Ante o meu coração que só reclama,
Mais parece o espectro de uma dama
Que claudica também já quase morta!
Mas a minha impressão vai se esvaindo,
Já não ouço essa voz que vai sumindo
Como quem já cumpriu a obrigação...
De trazer para o desacompanhado
A ilusão de contigo, lado a lado,
Segurar novamente a tua mão...