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O carro da vizinha

Retornando daquela padaria
Onde vou comprar pão de manhãzinha,
Ao passar pelo carro da vizinha,
Eu não pude evitar uma agonia!

Ao lembrar-me daquele triste dia
Que você tão doente, bem fraquinha,
O tesouro maior que eu inda tinha
Nos deixava no Pam onde morria!

E o pranto ao lembrar a cena crua
Eu não pude evitar mesmo na rua,
Ao abrir o portão já soluçando...

Bem parece que prestas atenção,
No aflorar violento da emoção
Que em meu triste soneto vou contando...

jose riomar de melo

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Soneto de Jose Riomar de Melo

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