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Alvorada

No alto, lá na torre da igrejinha,
Quando o dia sequer mal começava,
Uma valsa dolente se escutava,
No tom plangente de uma ladainha;

Lá de um alto falante esse tom vinha,
Despertar a cidade que acordava,
Para um dia de lutas se aprontava,
Quando um raio de sol já se avizinha;

E o som dessa valsa, triste e belo,
Vinha lá da mansão do Padre Ocelo,
Conclamando os fiéis pra mais um dia...

Eu criança vestia a minha farda
Da Escola Normal, tipo a de guarda,
Quando eu era feliz e não sabia...

jose riomar de melo

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