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Jura

Como o bêbado ante o copo de cachaça
Jura ser sua última bicada,
Ou fumante que aspira, já sem graça,
O que diz ser a última tragada;

Qual adúltera flagrada lá na praça,
Diz aquele com quem é amigada,
Num sorriso sarcástico de chalaça,
Ser também sua última mancada!

Como aquele no ópio viciado,
Jura ser o seu último baseado,
Na promessa sem graça e deslavada...

Tal sou eu a jurar para o meu Deus
Nunca mais relembrar carinhos teus,
Te trazendo na mente eternizada...

jose riomar de melo

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Soneto de Jose Riomar de Melo

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Comentários (1): Novo comentário

--REGISTRO INSERIDO EM 2011-01-26 00:00:00--

Nome: José Marcelo
Email: josemarcelo38882@yahoo.com.br
Cidade: Viçosa

Comentário:
Obedecer e desobedecer normas, na poesia dá certo. Talqualmente diria Odorico Paraguaçu: antinomias e antinormias, mas nunca anomia.
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