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Nem de graça

Os cabelos horriveis, de trancinha,
Escorrendo na testa desconforme,
Fazem dela esta coisa que disforme,
Ojeriza já causa ao cachacinha!

Quem outrora chamei de ciganinha,
Quiz o tempo que em lixo se transforme,
Apesar da luxúria, que é enorme,
A tendência é ficar sempre sozinha;

Quem figura de gente hoje não tem,
Os bebuns já lhe olham com desdém,
Num desprezo de quem nada promete...

Caiu tanto a coitada que hoje em dia,
O cachaça, com quem se divertia,
Nem de graça quer mais o seu boquete...

jose riomar de melo

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