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Neco o sineiro

Nas lembranças que trago,que carrego,
Uma delas tranquila vem, adeja,
Quando lembro o sineiro da Igreja,
O Nequinho que também era cego!

Foi num tempo feliz, isso não nego,
Em que havia serestas e cerveja,
Não havia traições e nem peleja,
E a esta saudade ora me apego;

Ele recordo subindo, a noitinha,
Lá em cima na torre da Igrejinha,
Me causando tal admiração...

Pois criança que era não notava,
Que os olhos do cego que escalava,
Só podiam enxergar escuridão...

jose riomar de melo

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