O meu ódio por ti não tem limites,
O meu nojo por ti não tem fronteiras,
Nem que viva cem anos de tranqueiras,
Mais aumenta o horror que me transmites;
Meu desejo é que aonde tu habites,
Mágoa e dor sejam a ti fiéis parceiras,
Até quando chegarem as derradeiras
Horas que a Morte te enviar convites;
A traição que fizeste, que me esmaga,
Presta bem atenção, só será paga
Quando em dor eu souber-te consumida...
Como as tristes mendigas seminuas,
A vagar sem parceiro pelas ruas,
Desse mal que fizeste, arrependida...