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Silêncio da censura

Cala-se o crivo da minha censura,
Entrego os pontos à bem da verdade,
Cedendo a vez a imbecilidade,
Aos vis ditames da anti-cultura!

Não posso crer que uma criatura,
Ante os limites da boçalidade,
Abrace ao vivo uma cumplicidade
Com a incompetência que causa gastura!

Não cito nomes! Não contesto agora!
Não vou jogar minha conversa fora,
Cada um mostra seu melhor estudo...

Já que esta vida valida os senões,
Matem a gramática, juntem conjunções,
Nos mas, porém, todavia, contudo...

jose riomar de melo

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