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Três anos

Eu não posso, não posso, é bem mais forte,
Estas cenas cruéis tirar da mente,
Quando chegam ferindo de repente,
Me transmitindo esse gosto de morte;

Eu declaro maldita a minha sorte,
Até sinto vergonha de ser gente,
De pegar os sobejos tão somente,
Num desgosto que não há quem conforte;

Por três anos, meu Deus, foram três anos,
Que eles dois, por debaixo dos panos,
Fizeram tudo o que tem a ver...

Tudo que manda a imoralidade,
Nesta terrivel, sinistra verdade,
Que não preciso nem quero saber...

jose riomar de melo

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