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Eternamente Nelson

Seu vozeirão de vez em quando escuto,
Quando o passado em conta gotas volta,
E nesse prisma o coração se solta,
No clima amigo ao qual me permuto;

Na voz sonora, seu belo atributo,
Meus atropelos e reviravoltas,
Lembro saudoso,mas sem ter revolta,
Quem a seresta cá deixou de luto!

Quem escutando A volta do boêmio,
Não admite ter ganhado um prêmio
Pela lembrança de um antigo amor...

É assim que o lembro no verso modesto,
Nesta homenagem singela que presto,
No preito amigo ao saudoso cantor...

jose riomar de melo

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Soneto de Jose Riomar de Melo

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