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Paz de espírito

Que das brenhas do meu desassossego,
Saia um grito de viva a Liberdade,
Que até fraco, sem forças, na verdade,
Ultrapasse grotões num desapego;

Na carícia dengosa de um xamego,
Ele se chegue a ti, minha deidade,
Aquela nesga de felicidade,
Transmitindo no tom do meu apego;

Se isso tudo vieres a sentir,
Sei que nossa semana vai fluir,
Com a bênção de Deus que nos afague...

Essa convicção sempre nos diga,
Que a paz de espírito, minha amiga,
Não há dinheiro, por maior, que pague!

jose riomar de melo

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