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No campo santo

Teu rostinho tão pálido, tão gelado,
Que por trás do véu branco se mostrava,
Nesse instante, tristonho, me lembrava,
No silêncio do quarto, desolado;

Nesse quarto onde um dia, lado a lado,
Um ao outro feliz se aconchegava,
Quando a sorte acalanto nos brindava,
Num recanto qualquer desse passado;

Hoje só, sem você, prossigo à esmo,
Sinto dó muitas vezes de mim mesmo,
Nesse meu claudicante caminhar...

Como aquele criança em tom aflito,
Que ao céu chama a mãe,num triste grito,
Que se foi esquecendo de a levar...

jose riomar de melo

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