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Meus senões

Um desejo infinito de não ser,
Uma luz que insiste em se apagar,
Uma ânsia incontida de voltar
A tempos idos meus confins rever;

A vontade incessante de saber
O que a vida persiste em não falar,
E nas respostas que não quer me dar
Sinto tudo afinal desfalecer;

Mas pra que afinal saber de tudo?
Se o mundo persiste em ficar mudo
As minhas tímidas interrogações?

Se pra mim com desprezo vira as costas,
Que ele fique afinal com as respostas,
E eu prossiga com os meus senões...

jose riomar de melo

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Soneto de Jose Riomar de Melo

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