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Uma lembrança

Eu recordo-me dele e quase choro,
Muitas vezes passava em meu portão,
Várias garrafas num saco e na mão,
Sempre o chamava o rapaz do cloro!

Bem conhecido na rua onde moro,
Numa gorjeta que lhe dava então,
Admirava-lhe a disposição,
Fato que hoje lamento e deploro!

Pois este moço, tão jovem e valente,
O povo fala e é voz corrente,
Viu-se envolvido por certa paixão...

Nos desacertos que a vida nos traz,
Certo é que hoje o pobre rapaz
Erra nas ruas...perdeu a razão...

jose riomar de melo

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Soneto de Jose Riomar de Melo

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