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Ócio da tarde de domingo

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
Admirem tal dama, lindo ser
Doce ninfa que me faz padecer
Por não possuir cálida frescura.

Olhem este anjo! Sua doçura
Faz cair muros, o bravo esmorecer.
Sangue e pó! Todos lutam para ver
Teu cintilas, magnífica figura!

Dou-te as estrelas, lívida sereia
Mas teu plácido sorriso é navalha
A sangrar meu coração que pranteia.

Até mesmo eu, esbórnico canalha,
Morrerei em sua sedutora teia:
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

Débora Gonçalves de Freitas

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