Oh! flor do céu! oh! flor cândida e pura!
Rima que não me vens em noite escura,
Que embaixo desses lençóis não me surges
E que, má, ao meu amor não conduzes!
Espero a ti como espero a uma cura
Desta ausência que me leva à loucura;
Espero a ti que me venha de alhures,
Que não me grites, apenas murmures
A chave deste sono fugidio
Que já me faz réu e em meu peito entalha
Tal promessa vã ou coisa que o valha:
Só por ti todos os meus sonhos adio,
Entrego os dias e visto a mortalha,
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!