Oh! flor do céu! oh! flor cândida e pura!
Cuja semente planto aqui em verso
A tua beleza me trouxe a tortura
Profundo espinho na pele imerso
Oh! flor do céu! oh! flor pura e cândida!
No teu olhar, fascínio deslumbrante
Me apaixonei de forma tão lânguida
Me expus no Front de guerra lancinante
E numa trincheira, coração ardente!
Verve exultante no estranho ninho
Corpo ferido e alma renitente!
Lanço meu grito disfarço a navalha
Que rasga a pele, aço resistente
Ganha-se a vida, perde-se a batalha!