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Soneto

Oh! Flor do Céu! Oh! Flor candida e pura
Que vaga pelo espaço, imensidão...
Ah! Mas naufraga a tua embarcação,
Depois bóia no mar da noite escura...

Vi seu barco no mar da solidão...
Vi a Lua surgir como fruta madura...
Oh! Flor do Céu! Nunca estará segura!
Teus sonhos se perdem na escuridão...

Da sua embarcação não restou nada,
Apenas alguns restos na enseada,
Na paisagem, a que o céu embaralha...

Depois se cança de ficar buscando
E de tanto buscar fica pensando:
_ Ganha-se a vida, perde-se a batalha!

Fagner Roberto Sitta da Silva

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