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Soneto de mim mesmo

Sou arte, sou loucura e sou razão.
Saboreio a vida feliz e deliciosamente!
E nos deslizes da verdade, sinto a emoção
Que refresca e purifica como água corrente.

Sou apenas um passageiro muito curioso
Que nesta estrada confusa e distorcida,
Enxerga sempre o caminho mais harmonioso
Que leva sempre ao mesmo lugar... à vida.

Minhas palavras, estas sim tentam em vão
Explicar com clareza o que vem do coração,
Por isto desisti de transformar tudo em razão.

Sou como a complexa simplicidade dos sonetos
Que aplicam em dois quartetos e dois tercetos
Maravilhas puras que não se explicam: os sentimentos

Jeferson Ulisses

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